Mirtax (ou Matrix)
Graças ao Mirtax, ou cloridrato de ciclobenzaprina, uma pessoa física pode ficar fora do ar por quatro noites consecutivas. Coisa não muito aconselhável quando existem 1851 páginas esperando pela leitura e todo tempo que se tem são justamente as noites (tudo bem, vamos considerar umas 1500, já que os livros, infelizmente, não serão lidos de capa a capa). E esse número se refere ao que está em mãos, se contar com aquilo que ainda não se encontrou...
Pequena e azul, uma vez escolhida a pílula, não tem mais volta. O fato é que a tal da substância lá é a mesma coisa de tomar uma pancada na cabeça e estar pronta para dormir sem nem saber como foi parar na cama. Já tinha ficado atônita com bebidas, um filme, um livro, mas nunca com esses trocinhos compactados em minúsculas quantidades. Logo eu que gosto dos muitos, todos eles. Tudo por causa de uma dor, essa sim, bem maiúscula, e que o médico resolveu aplacar mandando bala (ops) no sistema nervoso central, o SNC – como tem na bula.
Aí vem outro problema. Ler a bula. Lascou. Começo a sentir tudo que diz lá. Não tem jeito. No dia seguinte à primeira cacetada, acho que tive aquilo conhecido como enxaqueca: vi todas as estrelas do mundo durante a manhã, a dor de cabeça se instalou, a mão suando e o estômago dava voltas e voltas. Sem problemas, já estava esperando alguma reação, só não precisava ser no meio de uma reunião onde o máximo que ficou registrado foram pedaços de palavras.
Bula: “Reações adversas: fadiga, debilidade, visão borrosa, cefaléia, nervosismo, confusão, taquicardia, palpitação, vertigem, depressão, ansiedade, agitação. A meia-vida de eliminação é de um a três dias e a ação tem início em uma hora após a administração”.
Pois ainda devo estar com esse negócio circulando em mim. Pelo menos hoje mandei uns mililitros de coca-cola para brigar contra os nanogramas que restam ativos da ciclobenzaprina e vamos quase à meia-noite estudando (as substâncias e eu). Sim, porque para bom dorminhoco, meia coca basta. Posso tomar durante o dia e sinto os efeitos da bicha até à noite. Gosto de nada disso. Prefiro dormir quando o sono vem e acordar só porque é hora do trabalho – Morfeu e eu.
Para quem vinha na rotina de tomar guaraná em pó pelo menos duas vezes por semana, essa confusão desregulou as páginas de leitura por dia e, pior ainda, aquelas que precisam ser escritas. Devo voltar para o meu simulacro, agora.
Pequena e azul, uma vez escolhida a pílula, não tem mais volta. O fato é que a tal da substância lá é a mesma coisa de tomar uma pancada na cabeça e estar pronta para dormir sem nem saber como foi parar na cama. Já tinha ficado atônita com bebidas, um filme, um livro, mas nunca com esses trocinhos compactados em minúsculas quantidades. Logo eu que gosto dos muitos, todos eles. Tudo por causa de uma dor, essa sim, bem maiúscula, e que o médico resolveu aplacar mandando bala (ops) no sistema nervoso central, o SNC – como tem na bula.
Aí vem outro problema. Ler a bula. Lascou. Começo a sentir tudo que diz lá. Não tem jeito. No dia seguinte à primeira cacetada, acho que tive aquilo conhecido como enxaqueca: vi todas as estrelas do mundo durante a manhã, a dor de cabeça se instalou, a mão suando e o estômago dava voltas e voltas. Sem problemas, já estava esperando alguma reação, só não precisava ser no meio de uma reunião onde o máximo que ficou registrado foram pedaços de palavras.
Bula: “Reações adversas: fadiga, debilidade, visão borrosa, cefaléia, nervosismo, confusão, taquicardia, palpitação, vertigem, depressão, ansiedade, agitação. A meia-vida de eliminação é de um a três dias e a ação tem início em uma hora após a administração”.
Pois ainda devo estar com esse negócio circulando em mim. Pelo menos hoje mandei uns mililitros de coca-cola para brigar contra os nanogramas que restam ativos da ciclobenzaprina e vamos quase à meia-noite estudando (as substâncias e eu). Sim, porque para bom dorminhoco, meia coca basta. Posso tomar durante o dia e sinto os efeitos da bicha até à noite. Gosto de nada disso. Prefiro dormir quando o sono vem e acordar só porque é hora do trabalho – Morfeu e eu.
Para quem vinha na rotina de tomar guaraná em pó pelo menos duas vezes por semana, essa confusão desregulou as páginas de leitura por dia e, pior ainda, aquelas que precisam ser escritas. Devo voltar para o meu simulacro, agora.


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