por onde andei. e ando
A UFPE é como uma mãe. Mesmo. No sentido de ser aquela entidade que a pessoa conhece as entranhas, todas as qualidades, os grandes defeitos e, ainda assim, ama muito. Ama, inclusive pelas falhas. E não foi um processo repentino. Essa maternidade aconteceu bem paulatinamente. Nos primeiros períodos do curso, às vezes não tinha aula e eu queria muito ficar por lá. Mas fazendo o quê? Não conhecia aqueles rostos que estavam se tornando cada vez mais familiares.
Passava tempos nas bibliotecas, lia coisas belas que mudaram muitas vidas ao redor mundo. Mas leitura também podia ser feita em casa. Lá mesmo, além das aulas, eu queria interação. Comecei a me articular com os usuários de todos os espaços e me tornei frequentadora dos círculos que orbitam a instituição.
Uma meia verdade me fez residente da Casa da Estudante Universitária (CEU). Meia verdade, porque as candidatas não podem ter parentes na Região Metropolitana do Recife e eu tinha. Vivi na CEU grandes anos da vida recifense. Fiz amigas e amigos lindos.
Explorei tudo que o campus poderia me oferecer e também ofereci muito da minha energia: movimento estudantil, que me levou aos círculos políticos dos centros todos; educação física, onde testei os limites do corpo na capoeira, natação, musculação, dança popular e defesa pessoal; e os estágios, primeiro na saúde e depois na informática.
O entretenimento incluía sessões de cinema, calouradas, festas e as sextas básicas no Bigode, Bar da Moita e UNE.
Ao fim de uma graduação, o que eu menos queria era abandonar aquela estrutura. Daí que, ao receber toda a documentação um dia utilizada na matrícula, me senti expurgada de tudo. Peguei a pasta completinha e iniciei processo de reinclusão.
Fui fazer outra graduação no meu curso mesmo. Agora com uma realidade bem diferente. Conciliando estágios, trabalhos extras e prestações de serviços. Não sem dificuldade, concluí mais um curso e fui morar a oeste do campus. Já tinha passado alguns anos ao norte e ao leste também.
Achando pouco, entrei no mestrado. Muito menos para estar fisicamente na universidade, como antes, mais pelo conhecimento.
Daqui a uns dias devo receber alguma série de documentos de novo, mais uma vez. Devo dizer que a saída definitiva é sempre dolorida. Mas nenhuma porta fica lacrada para sempre.
Passava tempos nas bibliotecas, lia coisas belas que mudaram muitas vidas ao redor mundo. Mas leitura também podia ser feita em casa. Lá mesmo, além das aulas, eu queria interação. Comecei a me articular com os usuários de todos os espaços e me tornei frequentadora dos círculos que orbitam a instituição.
Uma meia verdade me fez residente da Casa da Estudante Universitária (CEU). Meia verdade, porque as candidatas não podem ter parentes na Região Metropolitana do Recife e eu tinha. Vivi na CEU grandes anos da vida recifense. Fiz amigas e amigos lindos.
Explorei tudo que o campus poderia me oferecer e também ofereci muito da minha energia: movimento estudantil, que me levou aos círculos políticos dos centros todos; educação física, onde testei os limites do corpo na capoeira, natação, musculação, dança popular e defesa pessoal; e os estágios, primeiro na saúde e depois na informática.
O entretenimento incluía sessões de cinema, calouradas, festas e as sextas básicas no Bigode, Bar da Moita e UNE.
Ao fim de uma graduação, o que eu menos queria era abandonar aquela estrutura. Daí que, ao receber toda a documentação um dia utilizada na matrícula, me senti expurgada de tudo. Peguei a pasta completinha e iniciei processo de reinclusão.
Fui fazer outra graduação no meu curso mesmo. Agora com uma realidade bem diferente. Conciliando estágios, trabalhos extras e prestações de serviços. Não sem dificuldade, concluí mais um curso e fui morar a oeste do campus. Já tinha passado alguns anos ao norte e ao leste também.
Achando pouco, entrei no mestrado. Muito menos para estar fisicamente na universidade, como antes, mais pelo conhecimento.
Daqui a uns dias devo receber alguma série de documentos de novo, mais uma vez. Devo dizer que a saída definitiva é sempre dolorida. Mas nenhuma porta fica lacrada para sempre.


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