Receita para mudança de rumo
Em uma das últimas viagens que fez para o Nordeste, estava precisamente em João Pessoa, Alckmin teve um ‘passamento’ durante as caminhadas e voltou para o hotel. De lá, nem saiu mais para ver os eleitores e foi direto para São Paulo. É assim, o Nordeste não é mesmo para qualquer um. O moço teve um piripaque por causa do calor.
Se as temperaturas no globo estão alteradas, a situação da Paraíba deve ser um pouco mais perigosa do que em outros lugares. Isso aí aconteceu em João Pessoa, que está na região litorânea, onde o ar é mais úmido. Imagina no miolo do estado, em áreas tradicionalmente secas. Inspirei o ar do início da tarde durante algumas andanças e senti queimar o duto de respiração ali pelo setor de intercâmbio do nariz com a garganta que água nenhuma foi suficiente para aplacar.
Mas voltando ao candidato citado, li uns textos dos atentos jornalistas, filósofos, cientistas políticos, professores e observadores em geral sobre o fenômeno do segundo turno. Eles proliferam desde domingo. O melhor de todos os personagens foi um cientista conversando em um programa local de televisão, que tem tracinho de audiência. Por isso creio que vale a pena registrar, pelo tracinho e pela curiosidade dos argumentos.
Segundo ele, Lula não liquidou a fatura no primeiro turno por causa do choque entre os aviões. Acidente falado à exaustão por esses dias. Vejamos a construção do raciocínio:
No sábado anterior ao pleito, as notícias da colisão ainda eram desencontradas (deixaram de ser?) e todos estavam esperando pelo Jornal Nacional para obter mais informações, claro. Na hora da abertura, o assunto esperado foi abordado com o devido destaque e, no final do bloco, os telespectadores são informados que “terão mais detalhes ainda nesta edição”. Amenidades vão e vêm, assuntos corriqueiros idem, é mostrado o dinheiro vivo para a compra do dossiê e eis que são divulgadas duas pesquisas “indicando” a “possibilidade” de segundo turno. Como sempre, dados acompanhados de todas as caras & bocas que o casal nacional é capaz de reproduzir diariamente naquela bancada ‘futurista’. Mais uma fala ou outra sobre o acidente e plim!... Fez-se mais uma nova rodada para apertarmos botõezinhos sonoros num domingo de sol.
Achei belíssima a construção das idéias desse rapaz. Evidentemente ele simplificou as coisas para caber no tempo de uma mísera fala de minutos escassos. Se fosse interrogado iria ponderar ainda sobre o não comparecimento do presidente ao último debate e todos os casos noticiados às vésperas da eleição, acredito.
A verdade é que ali se fez o resultado que vai render citações nas escolas de comunicação, ciência política, economia, sociologia, história. E eu, do jeito que venho repetindo nos últimos tempos, só digo de novo: existe uma massa amorfa que decide as coisas e não está ligada ou faz parte de porcentagem nenhuma. Eis o público do Jornal Nacional, por exemplo.
É justamente essa avalanche indefinida que vai me levar, novamtente, para a quentura paraibana daqui a uns dias. Porque faço parte de um percentual definidíssimo e sou como Minas Gerais, estou onde sempre estive. Só olhando as coisas e fazendo a minha parte.
Se as temperaturas no globo estão alteradas, a situação da Paraíba deve ser um pouco mais perigosa do que em outros lugares. Isso aí aconteceu em João Pessoa, que está na região litorânea, onde o ar é mais úmido. Imagina no miolo do estado, em áreas tradicionalmente secas. Inspirei o ar do início da tarde durante algumas andanças e senti queimar o duto de respiração ali pelo setor de intercâmbio do nariz com a garganta que água nenhuma foi suficiente para aplacar.
Mas voltando ao candidato citado, li uns textos dos atentos jornalistas, filósofos, cientistas políticos, professores e observadores em geral sobre o fenômeno do segundo turno. Eles proliferam desde domingo. O melhor de todos os personagens foi um cientista conversando em um programa local de televisão, que tem tracinho de audiência. Por isso creio que vale a pena registrar, pelo tracinho e pela curiosidade dos argumentos.
Segundo ele, Lula não liquidou a fatura no primeiro turno por causa do choque entre os aviões. Acidente falado à exaustão por esses dias. Vejamos a construção do raciocínio:
No sábado anterior ao pleito, as notícias da colisão ainda eram desencontradas (deixaram de ser?) e todos estavam esperando pelo Jornal Nacional para obter mais informações, claro. Na hora da abertura, o assunto esperado foi abordado com o devido destaque e, no final do bloco, os telespectadores são informados que “terão mais detalhes ainda nesta edição”. Amenidades vão e vêm, assuntos corriqueiros idem, é mostrado o dinheiro vivo para a compra do dossiê e eis que são divulgadas duas pesquisas “indicando” a “possibilidade” de segundo turno. Como sempre, dados acompanhados de todas as caras & bocas que o casal nacional é capaz de reproduzir diariamente naquela bancada ‘futurista’. Mais uma fala ou outra sobre o acidente e plim!... Fez-se mais uma nova rodada para apertarmos botõezinhos sonoros num domingo de sol.
Achei belíssima a construção das idéias desse rapaz. Evidentemente ele simplificou as coisas para caber no tempo de uma mísera fala de minutos escassos. Se fosse interrogado iria ponderar ainda sobre o não comparecimento do presidente ao último debate e todos os casos noticiados às vésperas da eleição, acredito.
A verdade é que ali se fez o resultado que vai render citações nas escolas de comunicação, ciência política, economia, sociologia, história. E eu, do jeito que venho repetindo nos últimos tempos, só digo de novo: existe uma massa amorfa que decide as coisas e não está ligada ou faz parte de porcentagem nenhuma. Eis o público do Jornal Nacional, por exemplo.
É justamente essa avalanche indefinida que vai me levar, novamtente, para a quentura paraibana daqui a uns dias. Porque faço parte de um percentual definidíssimo e sou como Minas Gerais, estou onde sempre estive. Só olhando as coisas e fazendo a minha parte.


2 Comments:
vixe como tu é inteligente...
to passada..
é muita inteligencia ..
passa um pouquinho pra mim, vai..
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