(Não) Procura-se senhoria
Nunca corrijo ninguém que erra o meu nome. Acho uma graça e fico esperando qual vai ser o próximo. Daí vem o mais freqüente que é Valéria, seguido de toda sorte de nomes iniciados pela letra V: Vanessa, Virgínia, Valesca, Valquíria, Verusca... Até que conheci Nara e ela achou que eu tinha cara de Débora e assumiu que esse era meu nome por muito tempo. Quando alguém me ligava, ela dizia que ‘Verônica’ não estava. Aí a pessoa me localizava no celular e esclarecia tudo. Eu estava, sim, em casa. Até Nara se acostumar aconteceu isso algumas vezes.
No final do ano passado a senhoria mandou mensagem para o meu celular pedindo para mandar os comprovantes de pagamento do IPTU e da taxa dos bombeiros do apartamento. Tudo bem, eu já tinha separado e ia mandar mesmo. O problema é que ela escreveu: “Valquíria, feliz natal! Manda os comprovantes...”. Achei óóótimo!
Ao finalizar os pagamentos de 2006, pensei em mandar logo mas fiquei esperando o recado dela para ver qual ia ser o nome desta vez. Passou um tempo e nada de mensagem. Mudei o meu número e liguei para avisar. Nada. No convencional, que era da casa dela, disseram “não mora essa pessoa aqui”. Dois números de celulares, nada. Um não atende e outro me diz “este número não existe”. Tá ótimo.
Vou ficar bem quietinha. Gosto mesmo da casa dela. Será que a conta bancária onde deposito o aluguel todo mês foi desativada também? Será que ela virou purpurina? Você viu minha senhoria? De repente ela foi para uma viagem ao redor do mundo com o dinheiro que eu deposito mensalmente? Sim, porque para mim é muita grana. Digo mais: foi, gostou de Sidney, um aborígine australiano, em alguma ilha remota de lá, e priu. Nunca mais foi fazer saque algum no banco.
Daqui a seis meses a casa seria minha se eu fosse uma má inquilina. O que não há o menor perigo porque se tem uma coisa que faço com pena, mas de bom coração, é pagar dívidas. Sem acordo para moratória.
Qualquer hora dessas alguém me diz onde danado ela entrou. Algo do tipo: “Valéria, ela mandou recado para você enviar os comprovantes de todos os anos”. Então tá.
No final do ano passado a senhoria mandou mensagem para o meu celular pedindo para mandar os comprovantes de pagamento do IPTU e da taxa dos bombeiros do apartamento. Tudo bem, eu já tinha separado e ia mandar mesmo. O problema é que ela escreveu: “Valquíria, feliz natal! Manda os comprovantes...”. Achei óóótimo!
Ao finalizar os pagamentos de 2006, pensei em mandar logo mas fiquei esperando o recado dela para ver qual ia ser o nome desta vez. Passou um tempo e nada de mensagem. Mudei o meu número e liguei para avisar. Nada. No convencional, que era da casa dela, disseram “não mora essa pessoa aqui”. Dois números de celulares, nada. Um não atende e outro me diz “este número não existe”. Tá ótimo.
Vou ficar bem quietinha. Gosto mesmo da casa dela. Será que a conta bancária onde deposito o aluguel todo mês foi desativada também? Será que ela virou purpurina? Você viu minha senhoria? De repente ela foi para uma viagem ao redor do mundo com o dinheiro que eu deposito mensalmente? Sim, porque para mim é muita grana. Digo mais: foi, gostou de Sidney, um aborígine australiano, em alguma ilha remota de lá, e priu. Nunca mais foi fazer saque algum no banco.
Daqui a seis meses a casa seria minha se eu fosse uma má inquilina. O que não há o menor perigo porque se tem uma coisa que faço com pena, mas de bom coração, é pagar dívidas. Sem acordo para moratória.
Qualquer hora dessas alguém me diz onde danado ela entrou. Algo do tipo: “Valéria, ela mandou recado para você enviar os comprovantes de todos os anos”. Então tá.


2 Comments:
Taí, Verusca. NESSE eu não tinha pensado.
Faltou incluir aquele amigo que te chama de VERONILDA, não?
Kkkkkkk
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