Falando em luz...
Os meus olhos captam uma iluminação tão linda em algumas horas do dia. Uma delas é por volta das quatro horas da tarde. Não sei se depois de muito tempo na frente do monitor o olho fica estressado, tadinho, mas o mundo ganha um filtro alaranjado, forte, meio telha. Pode ser fruto do cansaço, o que não invalida a beleza do que vejo.
No extremo oposto, às quatro da manhã, horário que tenho estado dormindo nos últimos tempos, existe uma luz muito curiosa. Algo que não se define ao certo se estamos vendo o entardecer ou, óbvio, o amanhecer. Pode ser uma dúvida gerada pela quantidade de álcool que foi consumido pelo vidente - pessoa que vê - até esse horário. Creio que não no meu caso porque ainda nos primórdios da adolescência via o fenômeno com grande interesse.
Era lindo. Um monte de guri dormindo nos beliches de um clube, localizado na beira-mar de Olinda, só esperando por mais um dia dentro d’água. Eu sempre acordava antes de todos por causa da claridade e do barulho das ondas e ficava olhando o céu fascinante, sem sol e sem escuridão.
A mais completa de todas as iluminações é feita pelos primeiros raios de luz, depois das seis e antes das oito, após uma madrugada de chuva. Brilho que revela algo se manifestando na natureza: as plantas rasteiras parecem animais jovens a escaramuçar e as árvores maiores felizes, mas tentando conter a algazarra das menores.
Ver todos os verdes dessa hora e enxergar esse movimento é como transferir a festa da natureza para o coração.
No extremo oposto, às quatro da manhã, horário que tenho estado dormindo nos últimos tempos, existe uma luz muito curiosa. Algo que não se define ao certo se estamos vendo o entardecer ou, óbvio, o amanhecer. Pode ser uma dúvida gerada pela quantidade de álcool que foi consumido pelo vidente - pessoa que vê - até esse horário. Creio que não no meu caso porque ainda nos primórdios da adolescência via o fenômeno com grande interesse.
Era lindo. Um monte de guri dormindo nos beliches de um clube, localizado na beira-mar de Olinda, só esperando por mais um dia dentro d’água. Eu sempre acordava antes de todos por causa da claridade e do barulho das ondas e ficava olhando o céu fascinante, sem sol e sem escuridão.
A mais completa de todas as iluminações é feita pelos primeiros raios de luz, depois das seis e antes das oito, após uma madrugada de chuva. Brilho que revela algo se manifestando na natureza: as plantas rasteiras parecem animais jovens a escaramuçar e as árvores maiores felizes, mas tentando conter a algazarra das menores.
Ver todos os verdes dessa hora e enxergar esse movimento é como transferir a festa da natureza para o coração.


2 Comments:
isso sim é um show para privilegiados...
hem-heim... pena que 4h da manhã é muito cedo... e o sol das 16h ainda seja quente... hehehe... estraguei a beleza da luz! kkkk
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