A Compadecida
Compadecida: aquela que se compadece, sente compaixão. É uma figura razoavelmente conhecida no imaginário popular pernambucano graças à pena literária de Ariano Suassuna no seu Auto da Compadecida.
Mas a personagem que dá nome à peça, se transformou em pessoa para mim. Em uma pessoa linda, por sinal. Socorro Raposo. Atriz desde os idos de 1956, Compadecida há 15 anos e formada em odontologia, relações públicas e artes cênicas.
Nasceu em São João do Tigre quando ainda era lugarejo distrito de Monteiro, Paraíba. De onde partiu para Pesqueira, ainda menina, junto com a família. De lá, mudaram-se novamente e chegaram ao Recife.
Já era funcionária pública concursada, quando surgiu a oportunidade de morar em Belo Horizonte e foi embora. Tempo em que levou a irmã, também odontóloga, para dividir um consultório na capital mineira.
Mas ainda faltava alguma coisa para a vida de Socorro ficar completa. Foi quando, na condição de portadora de diploma, ingressou no curso de artes cênicas em Belo Horizonte. Ao concluir, fundou o grupo Arte Livre ou Teatro Livre (perdão pela memória titubeante).
Devido a problemas com a saúde da mãe, voltou a viver no Recife. O que fazer com a arte? O coração cênico começava a sentir falta das atividades artísticas e ela fez parte do grupo que fundou a Dramart Produções. Ela, a Compadecida do auto e a irmã, Margarida Meira, a mulher do padeiro na peça, em cartaz há 14 anos.
Já recebi o convite e prestigiarei muito lisonjeada, obviamente, a comemoração de 15 anos da encenação que acontecerá no início de 2007.
Todas essas informações foram conversadas nos jardins do Espaço Cultural Inácia Raposo Meira, localizado na rua da Glória, na Boa Vista, em uma das manhãs quentes de sábado no Recife. Espaço que abriga aulas de teatro adulto e infantil e de dança de salão, mantido pela força de Socorro. Naquele instante mesmo em que conversávamos, o Chicó orientava estudantes ensaiando espetáculo para estréia no próximo mês.
Socorro nos conta que um grupo do Rio de Janeiro entrou em contato reservando pauta para temporada naquele lugar com espaço para 100 pessoas.
A certa altura eu já imaginava uma Compadecida mesmo na bela imagem do rosto feliz, realizado, ornado de olhos azuis e cabelos claros da mulher que nem precisava estar vestida de sol para me encantar.
::
Em 2004, Socorro Raposo recebeu o título de cidadã pernambucana concedido pela Assembléia Legislativa de Pernambuco.
Mas a personagem que dá nome à peça, se transformou em pessoa para mim. Em uma pessoa linda, por sinal. Socorro Raposo. Atriz desde os idos de 1956, Compadecida há 15 anos e formada em odontologia, relações públicas e artes cênicas.
Nasceu em São João do Tigre quando ainda era lugarejo distrito de Monteiro, Paraíba. De onde partiu para Pesqueira, ainda menina, junto com a família. De lá, mudaram-se novamente e chegaram ao Recife.
Já era funcionária pública concursada, quando surgiu a oportunidade de morar em Belo Horizonte e foi embora. Tempo em que levou a irmã, também odontóloga, para dividir um consultório na capital mineira.
Mas ainda faltava alguma coisa para a vida de Socorro ficar completa. Foi quando, na condição de portadora de diploma, ingressou no curso de artes cênicas em Belo Horizonte. Ao concluir, fundou o grupo Arte Livre ou Teatro Livre (perdão pela memória titubeante).
Devido a problemas com a saúde da mãe, voltou a viver no Recife. O que fazer com a arte? O coração cênico começava a sentir falta das atividades artísticas e ela fez parte do grupo que fundou a Dramart Produções. Ela, a Compadecida do auto e a irmã, Margarida Meira, a mulher do padeiro na peça, em cartaz há 14 anos.
Já recebi o convite e prestigiarei muito lisonjeada, obviamente, a comemoração de 15 anos da encenação que acontecerá no início de 2007.
Todas essas informações foram conversadas nos jardins do Espaço Cultural Inácia Raposo Meira, localizado na rua da Glória, na Boa Vista, em uma das manhãs quentes de sábado no Recife. Espaço que abriga aulas de teatro adulto e infantil e de dança de salão, mantido pela força de Socorro. Naquele instante mesmo em que conversávamos, o Chicó orientava estudantes ensaiando espetáculo para estréia no próximo mês.
Socorro nos conta que um grupo do Rio de Janeiro entrou em contato reservando pauta para temporada naquele lugar com espaço para 100 pessoas.
A certa altura eu já imaginava uma Compadecida mesmo na bela imagem do rosto feliz, realizado, ornado de olhos azuis e cabelos claros da mulher que nem precisava estar vestida de sol para me encantar.
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Em 2004, Socorro Raposo recebeu o título de cidadã pernambucana concedido pela Assembléia Legislativa de Pernambuco.


1 Comments:
meu primeiro contato com o auto da compadecida foi justamente na interpretação de socorro raposo, há mais de 15 anos, e foi a que mais me marcou... depois disso, até a nossa senhora de fernanda montenegro me pareceu meio desprovida de compaixão.
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