De pinga para o meio do mundo

Na linguagem das estradas, andar em um pinga é a pior situação para um viajante. A denominação vem de pinga-pinga, que é o transporte parador por natureza. O pinga pára nas rodoviárias, em estações de vendas de passagens, nas saídas das cidades, qualquer lugar onde os passageiros pedem para descer e no meio do nada.
Somente um funcionário da empresa de ônibus circula nessas horas: o motorista. Daí, a cada aceno, ele pára, recebe tíquete de quem vai, tira bilhetes para quem embarca, desce para abrir a mala do ônibus e por muito pouco não serve água e cafezinho, se assim o patrão determinar.
Considerando o Natal e o deslocamento das pessoas por esse motivo, o pinga só se agüentaria tomando pinga. Principalmente quando a utilização vai desde o ponto zero até a última cidade do percurso. Um verdadeiro calvário. Oi?!! Agora não seria o nascimento de Jesus? Calvário não é daqui a três meses? Eis que se aproxima o tempo do próximo sacrifício. E a gente sonhando com o teletransporte, afinal em 16 anos no mesmo itinerário as paradas e paisagens estão totalmente memorizadas.
A graça fica por conta dos fragmentos de diálogos, dos sotaques diferentes em tão curtos espaços e as caras das pessoas comuns e raras. Tudo isso até chegar à Praça do Meio do Mundo, porque a gente sofre, mas tira uma onda da melhor qualidade até em nome de praça.
Somente um funcionário da empresa de ônibus circula nessas horas: o motorista. Daí, a cada aceno, ele pára, recebe tíquete de quem vai, tira bilhetes para quem embarca, desce para abrir a mala do ônibus e por muito pouco não serve água e cafezinho, se assim o patrão determinar.
Considerando o Natal e o deslocamento das pessoas por esse motivo, o pinga só se agüentaria tomando pinga. Principalmente quando a utilização vai desde o ponto zero até a última cidade do percurso. Um verdadeiro calvário. Oi?!! Agora não seria o nascimento de Jesus? Calvário não é daqui a três meses? Eis que se aproxima o tempo do próximo sacrifício. E a gente sonhando com o teletransporte, afinal em 16 anos no mesmo itinerário as paradas e paisagens estão totalmente memorizadas.
A graça fica por conta dos fragmentos de diálogos, dos sotaques diferentes em tão curtos espaços e as caras das pessoas comuns e raras. Tudo isso até chegar à Praça do Meio do Mundo, porque a gente sofre, mas tira uma onda da melhor qualidade até em nome de praça.


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