Boas músicas, boas performances
Há alguns anos fizeram uma comemoração bem grande para o meu aniversário. Grande porque, no dia seguinte ao meu, tinha também o de Islândia e juntamos os dois numa festa só.
A certa altura chegou o casal Mauro e Kátia, que me emprestou o rapaz para uma performance da música abaixo diante de uma platéia de umas er... 25 pessoas. Em todos os encontros seguintes essa 'apresentação' era relembrada por alguém.
Ê festão! E que todos os aniversários deixem sempre uma coisa boa no coração das pessoas. Inclusive da aniversariante :)
Terezinha
Chico Buarque/1977-1978
Para a peça Ópera do malandro, de Chico Buarque
O primeiro me chegou
Como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia
Trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens
E as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio
Me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada
Que tocou meu coração
Mas não me negava nada
E, assustada, eu disse não
O segundo me chegou
Como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar
Indagou o meu passado
E cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta
Me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada
Que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada
E, assustada, eu disse não
O terceiro me chegou
Como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada
Também nada perguntou
Mal sei como ele se chama
Mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro
Dentro do meu coração.
A certa altura chegou o casal Mauro e Kátia, que me emprestou o rapaz para uma performance da música abaixo diante de uma platéia de umas er... 25 pessoas. Em todos os encontros seguintes essa 'apresentação' era relembrada por alguém.
Ê festão! E que todos os aniversários deixem sempre uma coisa boa no coração das pessoas. Inclusive da aniversariante :)
Terezinha
Chico Buarque/1977-1978
Para a peça Ópera do malandro, de Chico Buarque
O primeiro me chegou
Como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia
Trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens
E as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio
Me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada
Que tocou meu coração
Mas não me negava nada
E, assustada, eu disse não
O segundo me chegou
Como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar
Indagou o meu passado
E cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta
Me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada
Que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada
E, assustada, eu disse não
O terceiro me chegou
Como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada
Também nada perguntou
Mal sei como ele se chama
Mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro
Dentro do meu coração.


1 Comments:
Oxalá!!!
Tudo de bom pra tu, gota serena! :))))
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