Desafiando o desafio

Foto de João Furiba feita por mim mesma num evento em São José do Egito. Faz teeempo...
Não fosse pelos jornais da última sexta-feira eu nem tinha ficado sabendo que seria realizada a etapa Recife do Desafio de Cantadores naquele dia mesmo. Vi o comercial na televisão no sábado. Como assim um dia depois, sábado?
Saí lépida e fagueira somente para “dar uma passadinha por lá”, ver os conhecidos e pegar o material impresso para completar a coleção. Era, tipo, supercedo para o agito e aparentemente a estrutura seria bem interessante para o público. As pessoas começavam a se acomodar quando vi um moço com credencial e aventurei uma perguntinha básica, como fiel correspondente do Donaveronica fazendo uma cobertura mais do que tendenciosa, parcial e interessada. “O senhor sabe dizer quantos lugares estão disponíveis aqui?” Menino, esse homem se viu em apuros. Perguntou meu nome, pediu para esperar e saiu à caça de resolver minha inocente indagação. Era rádio que não respondia, gente balançando a cabeça e o mocinho a procurar. Quase que eu dizia “deixe disso, precisa mais não”. Mas o homem se perdeu. Chegou dali a uns instantes com o número decorado “são 1500 lugares”. Eu só podia dizer “tá certo, muito obrigada”. Esse número era para os sentados, porque dali a mais um pouco tinha quase o mesmo tanto de gente em pé.
Encontrei um amigo que não via há um tempão, comecei a conversar e depois de encontrar um bom lugar, fiquei estudando a situação. Adoooro! Primeiro vem Geraldo Freire, todo anônimo na multidão. Cabelo preto como o da Branca de Neve e camisa estilo havaiana. Ano passado era de cambraia bordada branca, ensacada. José Mário Austregésilo desfila de um lado para outro na calçada do Palácio com um terno branco que parecia mestre de escola de samba na apuração de votos, quarta-feira de cinzas. Felizardo passa lá do outro lado do palco e eu que já não tinha ido, fui ficando. Chegou a hora de Felizardo exercer seu papel vitalício de mestre de cerimônia. Pronto. Só faltava isso para eu não sair mais.
Durante as apresentações, coisa interessante era ver Diniz Vitorino bem concentrado na prancheta de votação encostada no peito sem deixar escapar nem uma dica aos demais membros da comissão julgadora, coordenada por Zé Mário. Olha aí o motivo do visual.
Como algumas pessoas sabem, mesmo acontecendo um ou outro improviso de fato, como João Paraibano fez, esse tipo de evento não tem mais o modelo de dizer o tema aos cantadores na hora. Eles receberam antes, sim, para se preparar e fazer algo mais elaborado. O que não tira de modo algum o mérito da criatividade. Afinal, existem outros canais para se ver o juízo deles dando cambalhotas.
Um viva para eles, outro para mim e para carona show de bola que ganhei no final.


3 Comments:
hmmm! carona de quem?... :D
do "amigo que não via há um tempão" :)
Adoreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei!
Principalmente a estória de:
"Eu só podia dizer: Tá certo, muito obrigada!"
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
k
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