De tirar o sono

Este fim de semana as torcidas organizadas começaram a sentir o efeito da proibição da entrada coletiva nos jogos de futebol, em São Paulo. Vão amargar assistir às partidas individualmente pelos próximos quatro meses. É de se perguntar: só? Toda vez é mesma coisa, seja de qual time for. Um belo dia os membros da organizada perdem as estribeiras, a tropa de choque desce a lenha e vem a resolução de não entrar mais no estádio em grupo. Essa repetição dá uma canseira.
Qual é o problema em se perder uma disputa? Ganhar ou perder nada mais é do que um único instante do processo todinho, quiçá o menor. O desenrolar dos acontecimentos, o passo a passo é muito mais lucrativo do que a coroação e glória ou o esquecimento final. Coitadinha da torcida Gaviões da Fiel, do Corinthians. É associada muito mais a episódios tristes do que àquelas imagens lindas da confraternização do futebol.
Se é carnaval, a escola de samba deles tem que ser campeã, já o time não pode levar um 3x1 zinho que seja. O povo se descontrola e se dana a morrer e matar o que for de juiz a adversário. Que coletivo mais sem graça. Às vezes, um ou outro cronista se refere a eles como ‘animais’, aquilo que eles não se aproximam nem da sombra. Quem já viu uma boiada sabe.
:: ::
Do Bluebus que, por sua vez, pescou no NYT... - Já teve a sensação de ter ouvido seu celular tocar enquanto você estava no banho, mas ele não estava realmente tocando? Já ouviu um som na rua e procurou o celular para atender a ligação, mas não havia chamada? Você não é o único. O fenômeno é uma 'áudio ilusão' e foi batizado 'phantom phone rings' (toques fantasmas). Também é conhecido como 'ringxiety' (ou 'toqueansiedade'). O assunto está numa pesquisa que diz que muitos de nós vivemos em estado de constante vigilância em relação aos nossos celulares. "Minha experiência me mostra que ao ouvir apenas algumas notas que lembram o toque do telefone, meu cérebro preenche o resto", diz o estudante de medicina David Laramie, que está preparando dissertação sobre os efeitos dos celulares sobre o comportamento.
Fiquei pensando no toque do celular de Roberta que eu, mesmo depois dela atender, fico cantando infinitamente até depois de terminar a ligação. E o de Léo, que transforma a sala de trabalho numa boate. Ã hããã!
Pior: nos últimos domingos quando vou dormir fico ouvindo o som do despertador do celular e o sono se vai. Já providenciei camomila e maracujá para hoje. Vamos ver quem pode mais, ringxiety.


1 Comments:
eu também sou totalmente vítima deste mal! fico o tempo todo imaginando o toque especial do "patrão", mas raramente é de verdade mesmo. aí tem épocas em que me dano, mudo o toque e a coisa só piora: em vez de atucalhar aquela musiquinha em específico, fico ansiosa por qualquer bulida do aparelhinho...
Postar um comentário
<< Home