Paródia, referência, reciclagem. Dê o nome que quiser
Existe um ditado antigo que diz “na propaganda nada se cria, tudo se copia”. Até certo ponto, isso até se aplica. São vários exemplos que o público identifica com facilidade.
Três comerciais que estão sendo veiculados na televisão remetem claramente àqueles que, digamos, os inspiraram.
O mais curioso e elaborado é estrelado por Marisa Orth falando sobre os créditos livres da Oi. Ela aparece em um cenário verde falando que tinha problema de bônus preso. A interpretação dela, o texto e a cor predominante das cenas levam o espectador a entender que ela fala de intestino preso. Digo cor porque há bem pouco tempo os comerciais do iogurte Activia tinham o verde, aplicado às embalagens, como pano de fundo para os cenários. Era onde algumas mulheres apareciam dando depoimento de como o produto fez o intestino preso funcionar.
Pois então, a Marisa fala com a entonação das mulheres do comercial do Activia, diz que com o crédito livre da Oi ela pode comprar os produtos que deseja e cita, inclusive, iogurte. Nem fiz uma pesquisa básica para ver se os clientes -celular e iogurte- eram da mesma agência.
No Youtube há menção de uma relação de paródia entre os comerciais.
Neste link pode-se ver o da Oi.
Outro caso é o VT da Nova Schin. O texto é totalmente o mesmo de um da Coca-cola light, veiculado há uns anos. Algo como o recrutamento de pessoas que tiveram um desafio vencido, uma particularidade em relação a outras pessoas:
“Você que largou tudo para abrir uma pousada.” (Coca)
“Você que entrou na faculdade aos 40.” (Nova Schin)
Essa última frase tenho quase certeza que também estava na publicidade da Coca. Fala sério?!
Aqui, o anúncio da Nova Schin.
O terceiro exemplo são comerciais que certamente não foram originados na mesma agência. É uma propaganda do TC HSBC e outra do Hiper Bompreço, onde os criadores exploraram o elemento volta no tempo para explicar uma determinada situação. A mesma idéia. O cara do HSBC estava tonto em um parque de diversões esbarrando nas pessoas e gritando. Daí a linha do tempo ia sendo mostrada de trás para frente: 5 minutos antes, 20 minutos antes, 1 hora antes... Até explicar que o personagem estava eufórico porque tinha sido contemplado em um sorteio do título de capitalização do banco.
No anúncio do Bompreço uma mulher na fila do caixa diz que está ali fazendo compras porque economizou no dia anterior. E vai mostrando a linha do tempo semelhante à do HSBC.
Um núcleo de pesquisa da Escola Superior de Propaganda & Marketing, em São Paulo, faz exatamente estudos sobre essas coincidências do mundo publicitário. De repente existe algum registro desses casos por lá.
Três comerciais que estão sendo veiculados na televisão remetem claramente àqueles que, digamos, os inspiraram.
O mais curioso e elaborado é estrelado por Marisa Orth falando sobre os créditos livres da Oi. Ela aparece em um cenário verde falando que tinha problema de bônus preso. A interpretação dela, o texto e a cor predominante das cenas levam o espectador a entender que ela fala de intestino preso. Digo cor porque há bem pouco tempo os comerciais do iogurte Activia tinham o verde, aplicado às embalagens, como pano de fundo para os cenários. Era onde algumas mulheres apareciam dando depoimento de como o produto fez o intestino preso funcionar.
Pois então, a Marisa fala com a entonação das mulheres do comercial do Activia, diz que com o crédito livre da Oi ela pode comprar os produtos que deseja e cita, inclusive, iogurte. Nem fiz uma pesquisa básica para ver se os clientes -celular e iogurte- eram da mesma agência.
No Youtube há menção de uma relação de paródia entre os comerciais.
Neste link pode-se ver o da Oi.
Outro caso é o VT da Nova Schin. O texto é totalmente o mesmo de um da Coca-cola light, veiculado há uns anos. Algo como o recrutamento de pessoas que tiveram um desafio vencido, uma particularidade em relação a outras pessoas:
“Você que largou tudo para abrir uma pousada.” (Coca)
“Você que entrou na faculdade aos 40.” (Nova Schin)
Essa última frase tenho quase certeza que também estava na publicidade da Coca. Fala sério?!
Aqui, o anúncio da Nova Schin.
O terceiro exemplo são comerciais que certamente não foram originados na mesma agência. É uma propaganda do TC HSBC e outra do Hiper Bompreço, onde os criadores exploraram o elemento volta no tempo para explicar uma determinada situação. A mesma idéia. O cara do HSBC estava tonto em um parque de diversões esbarrando nas pessoas e gritando. Daí a linha do tempo ia sendo mostrada de trás para frente: 5 minutos antes, 20 minutos antes, 1 hora antes... Até explicar que o personagem estava eufórico porque tinha sido contemplado em um sorteio do título de capitalização do banco.
No anúncio do Bompreço uma mulher na fila do caixa diz que está ali fazendo compras porque economizou no dia anterior. E vai mostrando a linha do tempo semelhante à do HSBC.
Um núcleo de pesquisa da Escola Superior de Propaganda & Marketing, em São Paulo, faz exatamente estudos sobre essas coincidências do mundo publicitário. De repente existe algum registro desses casos por lá.


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