domingo, abril 13, 2008

Quem não viaja, fica!

Sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007. Recife comemorava os 100 anos do frevo com um super evento no Marco Zero. Além disso, a Feira da Música e o Porto Musical fechavam suas programações. A multidão convergia para o Bairro do Recife.

Depois de um dia de trabalho com participação especial de Zeca Camargo, saí para desanuviar e ver as festas todas. Em uma mesa de calçada estavam os vates Miguel Marcondes e Luís Homero. Convidada, sentei para uns instantes de prosa. Foi quando fiquei sabendo que eles estavam em estúdio preparando mais um CD.

Surpresa total ver o lançamento do produto final em pouco mais de um ano: Quem não viaja, fica!. Treze faixas que viajam, vão. Como é característica do trabalho deles, a natureza tem forte presença na maioria das letras, inclusive na música com mais urbanidade, intitulada Um terço do Recife. Desfilam mãe da lua, aveloz, guará, melão de são caetano, maxixe, gato do mato, milho, siri, caranguejo e caçote (sapo pequeno) na música Tibungo, que vem com participação de Lula Côrtes.

Ainda naquele dia do frevo, Luís dava uma dica da música de abertura do CD: Clorofila, com participação de Abdias Campos. Certa altura ele mostra um galho de mato que trazia na bolsa. Perguntei como ele acha essas coisas, no que me respondeu prontamente “isso me acha”.
O disco também tem espaço para a leveza de uma brincadeira com o título da música Zané, que vem dos versos “não se iluda com os ané / nos dedos dessa malvada”.

E se no trabalho anterior -Tudo que é bom, presta- o título deste segundo já vinha sugerido em um dos recitais, quem ouve o CD agora arrisca o nome do próximo com um Ai de nós, se não fosse a gente.

A conversa no Recife Antigo não tinha acabado ainda quando eles saíram para viajar. Fiquei lá mesmo, porque normalmente eu fico. Fui ver os shows.

No lançamento de Quem não viaja, fica! em Recife , Zé de Cazuza -pai dos dois- me convida para a apresentação no dia seguinte em João Pessoa. “Se tu pudesse, ia, não era?”. Claro, totalmente. Eu, como não viajo, fico.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

e és íntima assim, é?

12 outubro, 2008 00:19  

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