Acende a fogueira
Mais um junho, mais um São João. Adoooro. Época que combina com cidade pequena e frio à noite. Lembro dos meus primeiros vestidos coloridos e enfeitados, feitos especialmente para as festas da escola.Ainda que o espírito de anos passados não se repita, continuo insistindo em estar em Monteiro nesse período. Já encontrei por lá muitos recifenses que não conheciam a cidade. Uma dessas pessoas foi a Bel, que me contou uma história muito interessante.
Ela tocava acordeon quando era criança. A coisa mais fácil do mundo é passar por trios de forrozeiros pela rua em Monteiro. Eles vêm de toda parte de carro, moto, bicicleta, estão sempre se movimentando para as apresentações nesses dias.
Pois da primeira vez que Bel esteve em Monteiro, pediu a um músico que ia passando para tocar sanfona e o cara deixou. Daqui a pouco as pessoas já estavam dançando do lado, tinha gente dizendo “Toca, Bel” e alguém completava “Eita, galega deRmantelada”.
Nada mal para quem, depois de curtir a festa em Campina Grande por 12 anos, escolheu Monteiro pelo mapa. A cidade não perde para maior, nem melhor, São João do mundo de ninguém. Bel sabe disso.


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