Olha pro céu, meu amor
Como diz Keka, em alguma hora do dia, via messenger: amiga, preciso me expressar.
Há um tempo, os comentários se multiplicam em Monteiro por ocasião dos festejos juninos. Ano após ano, o que mais se ouve falar é que o São João de Monteiro acabou, não existe mais. Aí você vai ver quantos momentos desses os depoentes presenciaram e percebe que faltam alguns recursos informativos para dar suporte a tantas opiniões. Desejo muito pouco informar alguém de alguma coisa, mas vale uma expressão. Ou, no fim das contas, mais uma opinião.
Será mesmo que o São João de Monteiro, para ser bom, precisaria ter shows de Saia Rodada, Aviões do Forró, Cavaleiros do Forró, Calcinha Preta, Gatinha Manhosa e Calypso? Magníficos resolve tranquilamente. Rá. Mesmo porque tenho nada contra bandas. É uma graça ver o time de Salgueiro jogar com uniforme estampando patrocínio de Limão com Mel. Quanto mais existirem, melhor para os lugares de onde elas vêm e para os destinos que elas tomam. Difícil é administrar o rastro que elas deixam de sementes meio vazias que dificultam uma colheita de frutos saudáveis.
O detalhe é que, quando as pessoas falam de um São João perdido em algum lugar da memória, que foi maravilhoso, em Monteiro, a maior parte desses grupos musicais nem existia. E aí? Geralmente dizem que falta de uma atração grande para atrair turistas. Vamos desenrolar basicamente isso aqui. Esses grupos tocam, e muito, nas rádios. A venda de CDs deles é estrondosa. Se você dá uma volta mínima na rua, onde quer que esteja, ouve predominantemente esse som.
Será mesmo que o turista que procura São João de uma cidade com cerca de 30 mil habitantes, lá no interior da Paraíba, se desloca para ver Raí ou Natália, do Saia Rodada? Turismo é ambiente, clima, envolvimento, e atrações também, claro. Além disso, para levar um grupo desse porte para Monteiro, a prefeitura desembolsaria o valor da tarifa cheia. Porque o lugar é longe, e teria que articular pelo menos mais uma apresentação em uma cidade das redondezas para dividir os custos astronômicos. Mas a gente chegou até aqui sem falar de prefeitura e assim deve seguir.
Então aplaudamos Sussa, Gente Boa, Djinha, Cheiroso, Niedson Nill, Niedson Negão, Neno, Zabé da Loca, Ceguinho do Piado, Cícero de Estende, Ilmar Cavacante, Nanado Alves, e este ano ainda tem o casal Ladja Betânia e Flávio José. Em todas as oportunidades que tivermos, façamos festas temáticas em homenagem a eles, como já aconteceu para Flávio José e Magníficos.
São João que todos comentam teve, no máximo, participação do “negão de Arcoverde”. Alguém lembra? Gildo Moreno. Morreu. Hoje faz forró com Gonzagão, no céu. Não existia o Arraial Zé Marcolino ainda. Lembra? Cri, cri, cri... (olhinhos piscam no escuro, ouvindo grilos). Festa boa foi naquela tarde, na praça João Pessoa. Um trio de forró -para quem esqueceu; sanfona, triângulo e zabumba- tocando embaixo de uma lona amarela, quando Benícia pegou o microfone, chamou quem estava por ali para dançar e marcou uma quadrilha para marcador nenhum botar defeito.
A programação deste ano vem com as já tradicionais quadrilhas das ruas e comunidades durante junho inteirinho. Vai lá ver. Desde a minha infância, era só isso mesmo, viu. Nas três noites dos santos, as pessoas se animavam mais, acendiam fogueiras e soltavam mais fogos. Fim do mês: entrega de prêmios contemplando decoração do lugar, participação do público, evolução da quadrilha. Priu.
Como ninguém vai me contestar mesmo, até porque não vou dizer nadinha disso aos organizadores do rumaníacos e do jegue elétrico, verdadeiro crime contra o coitado do jumentinho; vamos todos viver mais um São João em Monteiro. Ou então, é só escolher entre ficar onde moramos, ir para Caruaru ou Campina Grande.
Pronto, me expressei.
http://www.monteiro.pb.gov.br/noticia.shtml?2021
Há um tempo, os comentários se multiplicam em Monteiro por ocasião dos festejos juninos. Ano após ano, o que mais se ouve falar é que o São João de Monteiro acabou, não existe mais. Aí você vai ver quantos momentos desses os depoentes presenciaram e percebe que faltam alguns recursos informativos para dar suporte a tantas opiniões. Desejo muito pouco informar alguém de alguma coisa, mas vale uma expressão. Ou, no fim das contas, mais uma opinião.
Será mesmo que o São João de Monteiro, para ser bom, precisaria ter shows de Saia Rodada, Aviões do Forró, Cavaleiros do Forró, Calcinha Preta, Gatinha Manhosa e Calypso? Magníficos resolve tranquilamente. Rá. Mesmo porque tenho nada contra bandas. É uma graça ver o time de Salgueiro jogar com uniforme estampando patrocínio de Limão com Mel. Quanto mais existirem, melhor para os lugares de onde elas vêm e para os destinos que elas tomam. Difícil é administrar o rastro que elas deixam de sementes meio vazias que dificultam uma colheita de frutos saudáveis.
O detalhe é que, quando as pessoas falam de um São João perdido em algum lugar da memória, que foi maravilhoso, em Monteiro, a maior parte desses grupos musicais nem existia. E aí? Geralmente dizem que falta de uma atração grande para atrair turistas. Vamos desenrolar basicamente isso aqui. Esses grupos tocam, e muito, nas rádios. A venda de CDs deles é estrondosa. Se você dá uma volta mínima na rua, onde quer que esteja, ouve predominantemente esse som.
Será mesmo que o turista que procura São João de uma cidade com cerca de 30 mil habitantes, lá no interior da Paraíba, se desloca para ver Raí ou Natália, do Saia Rodada? Turismo é ambiente, clima, envolvimento, e atrações também, claro. Além disso, para levar um grupo desse porte para Monteiro, a prefeitura desembolsaria o valor da tarifa cheia. Porque o lugar é longe, e teria que articular pelo menos mais uma apresentação em uma cidade das redondezas para dividir os custos astronômicos. Mas a gente chegou até aqui sem falar de prefeitura e assim deve seguir.
Então aplaudamos Sussa, Gente Boa, Djinha, Cheiroso, Niedson Nill, Niedson Negão, Neno, Zabé da Loca, Ceguinho do Piado, Cícero de Estende, Ilmar Cavacante, Nanado Alves, e este ano ainda tem o casal Ladja Betânia e Flávio José. Em todas as oportunidades que tivermos, façamos festas temáticas em homenagem a eles, como já aconteceu para Flávio José e Magníficos.
São João que todos comentam teve, no máximo, participação do “negão de Arcoverde”. Alguém lembra? Gildo Moreno. Morreu. Hoje faz forró com Gonzagão, no céu. Não existia o Arraial Zé Marcolino ainda. Lembra? Cri, cri, cri... (olhinhos piscam no escuro, ouvindo grilos). Festa boa foi naquela tarde, na praça João Pessoa. Um trio de forró -para quem esqueceu; sanfona, triângulo e zabumba- tocando embaixo de uma lona amarela, quando Benícia pegou o microfone, chamou quem estava por ali para dançar e marcou uma quadrilha para marcador nenhum botar defeito.
A programação deste ano vem com as já tradicionais quadrilhas das ruas e comunidades durante junho inteirinho. Vai lá ver. Desde a minha infância, era só isso mesmo, viu. Nas três noites dos santos, as pessoas se animavam mais, acendiam fogueiras e soltavam mais fogos. Fim do mês: entrega de prêmios contemplando decoração do lugar, participação do público, evolução da quadrilha. Priu.
Como ninguém vai me contestar mesmo, até porque não vou dizer nadinha disso aos organizadores do rumaníacos e do jegue elétrico, verdadeiro crime contra o coitado do jumentinho; vamos todos viver mais um São João em Monteiro. Ou então, é só escolher entre ficar onde moramos, ir para Caruaru ou Campina Grande.
Pronto, me expressei.
http://www.monteiro.pb.gov.br/noticia.shtml?2021


2 Comments:
Eu voto em Monteiro \o/
Até porque a proposta é mesmo essa.
"Quanto mais existirem, melhor para os lugares de onde elas vêm e para os destinos que elas tomam. Difícil é administrar o rastro que elas deixam de sementes meio vazias que dificultam uma colheita de frutos saudáveis."
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