Eu já sabia!!!!!!!!

Foto do JC Online (Marcos Michael)
Escrevo agora embriagada por todo álcool que não consumi neste dia inteiro. Uma embriaguez diferente, de alegria. Uma sensação diferente desde quando fiquei sabendo que estava confirmada a minha presença nas Repúblicas Independentes do Arruda para testemunhar a elevação do Santa Cruz, o Mais Querido, à série A do futebol brasileiro. Aquele bilhete eletrônico com a imagem das duas crianças me dizia muita coisa já na quinta-feira. Mas como no mundo do futebol a superstição também manda muito, não posso negar um pé atrás por ser a primeira vez que iria ver o time ao vivão! Por isso, de vez em quando surgiam pensamentos 'pé-frio', 'amiga de Murphy'... Sai, sai, coisa ruim.
Depois do ingresso, minha missão era encontrar com quem ir. Tarefa árdua, devo deixar claro. Tentei de tudo: peguei quatro telefones de pessoas que estariam no estádio, arrisquei uma carona para pelo menos chegar ao campo, nada. Saí de casa às 12h26 crente que era o cedo necessário para encontrar a Sanfona Coral.
Pelo roteiro divulgado, era mais do que suficiente. E foi. Cheguei às 13h49, liguei... A Sanfona estava lá dentro. Lá. Antes das 13h46. E agora? Eram 60 mil pessoas entre mim e a Sanfona. “Vou encontrá-los”. Pensei. Quando tomei um rumo, surrealmente apareceram Fernanda e Ronaldo na minha frente. Dois profissionais de saúde altamente conceituados na minha avaliação. Diante da dificuldade de achar o forró e na iminência de um ataque cardíaco, tamanha emoção de estar ali, era melhor garantir que iria a muitos, muitos outros jogos. Fiquei com eles.
E como foi bom!!! Que jogão!!! Posicionados quase do lado da Inferno Coral, interagimos totalmente com os amigos da organizada. Eu que já vinha de uma demonstração dos gritos de guerra durante a viagem no ônibus até ali, estava preparadíssima para engrossar o coro. E ainda tinha o bandeirão Inferno da Várzea. Estava mesmo em casa. (Apesar de achar que a Várzea não tem nadinha de inferno.) O mundão nos guardou um lugar cheio de sombra e o bloqueador solar fator 45 nem teve muito trabalho comigo.
Atesto e confirmo: o momento em que o time entra no gramado é de fato para matar uma tricolor do coração. Que coisa mais linda! Quando olhei para baixo, só vi as equipes médicas e de bombeiros socorrendo as criaturas que pendiam da arquibancada – homem, mulher, criança, adolescente. A certa altura faltou maca que eu vi. Vi também quando um desses ‘doentes’ saiu de dentro da ambulância balançando os braços e animando a torcida. O Santinha faz reviver, renascer, ressuscitar!
O jogo, enfim, o jogo todo mundo viu. Tinha que ter sofrimento, claro. Tinha que ser de virada, melhor ainda. E o time tinha que estar no lugar ocupado agora. Ão, ão, ão, meu goleiro é paredão. Caaar-liii-nhoos Bala, Bala. Ah é Rosembrick. Ai, ai, ai, que torcida do c****.
No final, sem voz, passamos na casa da tia Binha de Fernanda que mora numa paralela da avenida Beberibe. Uma localização privilegiada, diga-se. Além de morar bem, tia Binha é muito gentil e nos ofereceu macaxeira com charque para repor as energias. Melhor impossível.
Se as barbies tivessem jogado qualquer coisa contra aquela tormenta que se arrastou durante o campeonato, hoje seríamos campeões da série B. Eles chegaram em primeiro sem merecimento, com inferioridade. Ainda assim, comemoremos tricolores pernambucanos!


1 Comments:
Tá vendo só que Murphy nem é tão amigo da gente assim? :D
É TRICOLOOOOOOR!!!
É TRICOLOOOOOOR!!!
É TRICOLOOOOOOR!!!...
Postar um comentário
<< Home