domingo, novembro 20, 2005

No palco


Recebi um convite de aniversário dia desses em que a autora chamava os amostrados para uma farra. Senti que estava totalmente enquadrada na definição de 'amostrada' que ela deu. Pois bem... Em toda a minha vidinha estive em apresentações. Um amostramento atrás do outro.
Ontem voltei ao palco (até parece que nasci e vivi lá. Não. As pessoas da família são todas ajuizadas e bastante compenetradas, por isso o que sobrou de dispersão veio com força e ficou em mim. Ainda bem, diga-se de passagem.) e foi bom por demais.
Pois a história dessa apresentação começa em junho de 2005. Com um banzo de dar dó, comecei a fazer aulinhas de dança para alegrar o coração. Cinco meses depois, começo a perceber os primeiros resultados. Além de mais disposição física, a serotonina dá sinais de existência e, de quebra, ainda tem um lindo show de três minutos dançando cavalo marinho para o público. (Pois é, tem platéia e tudo!!)
Como avaliação de todas as etapas até a apresentação final, registro que, ao contrário de uma profecia bastante incensada por alguns pernambucanos, o frevo não morreu e, muito menos, está agonizando. O pelotão que marcha dançando muuuito, sem contar com quem fica só balançando os dedinhos, é bem maior do que o dos portadores do esquife. Corpos fabulosos de homens e mulheres alternam figurinos e, sim, encantam a cada evolução nas coreografias de guerreiro, maracatu, caboclinho, afro...
Acompanhando das coxias, fiquei quase duas horas tomada por uma forte comoção. Não é novidade para ninguém que realizações como essas contam com pouquíssimo ou quase nenhum recurso financeiro público. Por outro lado, têm investimento de muita força (literalmente) dos que fazem a festa, se amostram e mostram que é possível, simplesmente, fazer. Um gracejo para o coração de cada pessoa, no público e no palco.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Numa hora dessas tu não chama ninguém pra ver, né? Nojeeenta...

22 novembro, 2005 14:19  

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