Rumo às brenhas pernambucanas
Salgueiro – o time e a cidade – recebeu o Santa Cruz para mais uma rodada do primeiro turno do campeonato pernambucano de futebol. Partida televisionada, mas acompanhei naquele esquema de ouvir a narração do rádio e deixar a televisão muda a maior parte do tempo.
A graça de ver os jogos do interior pela TV é reforçar o retrato semelhante das cidades e do clima do sertão. Mostram um céu que só de ver já dá para sentir o ambiente melancólico de início de tarde quando o sol castiga o chão e as pessoas nem conseguem respirar tal o mormaço. Para mim é uma das horas mais tristes, quando poucos se arriscam fora de casa e o tempo se arrasta. Nada acontece. A terra pára.
Outros detalhes que vazam das imagens do Estádio Cornélio de Barros (será que alguma mãe ainda batiza o filho de ‘cornélio’?) são as construções de pequeno porte, muitas árvores e a indefectível torre da igreja ao longe. No campo, as pessoas acompanham o certame coladas ao alambrado. Anunciam pelo rádio que o número máximo ali é de 4.500 espectadores. Suponho que esse deve ser o motivo de não haver tropa de choque ou fosso entre as arquibancadas e o gramado. Qual gramado? Esse passa longe de ser aquele tapete homogêneo das apresentações televisivas da maioria dos jogos.
Ao final, Zé do Carmo vem nos dizer que o Salgueiro – Carcará do Sertão – se saiu melhor justamente por causa do gramado ruim ao qual o Santinha não está acostumado. Como diz a belíssima e imortal música de João do Vale, “carcará pega, mata e come”. Digo mais: e tira a invencibilidade coral.
Ainda bem que o Santa Cruz, sendo da Série A, não vai se preocupar com times de interior. O Mais Querido só quer saber dos enfrentamentos que virão: São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Goiás, Flamengo, Vasco, Grêmio...
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As câmeras até tentaram evitar, mas o destaque frontal na camisa dos jogadores do Salgueiro propagou nitidamente, por pelo menos uns 60 minutos, o nome da Banda Limão com Mel, filha da terra.
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E a camisa rosinha de Givanildo Oliveira?
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Salgueiro, Mirandiba, Serra Talhada, Exu, Serrita, Araripina. Um mundão de cidades vizinhas que me mostrou ao menos um representante de cada lugar desses nos últimos anos. Pessoas inteligentes, fortes, batalhadoras que se acotovelam para garantir seu espaço em Recife e se revelam amigas do coração.
A graça de ver os jogos do interior pela TV é reforçar o retrato semelhante das cidades e do clima do sertão. Mostram um céu que só de ver já dá para sentir o ambiente melancólico de início de tarde quando o sol castiga o chão e as pessoas nem conseguem respirar tal o mormaço. Para mim é uma das horas mais tristes, quando poucos se arriscam fora de casa e o tempo se arrasta. Nada acontece. A terra pára.
Outros detalhes que vazam das imagens do Estádio Cornélio de Barros (será que alguma mãe ainda batiza o filho de ‘cornélio’?) são as construções de pequeno porte, muitas árvores e a indefectível torre da igreja ao longe. No campo, as pessoas acompanham o certame coladas ao alambrado. Anunciam pelo rádio que o número máximo ali é de 4.500 espectadores. Suponho que esse deve ser o motivo de não haver tropa de choque ou fosso entre as arquibancadas e o gramado. Qual gramado? Esse passa longe de ser aquele tapete homogêneo das apresentações televisivas da maioria dos jogos.
Ao final, Zé do Carmo vem nos dizer que o Salgueiro – Carcará do Sertão – se saiu melhor justamente por causa do gramado ruim ao qual o Santinha não está acostumado. Como diz a belíssima e imortal música de João do Vale, “carcará pega, mata e come”. Digo mais: e tira a invencibilidade coral.
Ainda bem que o Santa Cruz, sendo da Série A, não vai se preocupar com times de interior. O Mais Querido só quer saber dos enfrentamentos que virão: São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Goiás, Flamengo, Vasco, Grêmio...
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As câmeras até tentaram evitar, mas o destaque frontal na camisa dos jogadores do Salgueiro propagou nitidamente, por pelo menos uns 60 minutos, o nome da Banda Limão com Mel, filha da terra.
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E a camisa rosinha de Givanildo Oliveira?
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Salgueiro, Mirandiba, Serra Talhada, Exu, Serrita, Araripina. Um mundão de cidades vizinhas que me mostrou ao menos um representante de cada lugar desses nos últimos anos. Pessoas inteligentes, fortes, batalhadoras que se acotovelam para garantir seu espaço em Recife e se revelam amigas do coração.


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