Benza-te Deus!

Vixe Maria! Deus e o Diabo na Bahia é um espetáculo baiano inspirado no conto A igreja do diabo, de Machado de Assis, e que está em cartaz há cerca de três anos, como diz o programa da peça. Ainda de acordo com o impresso, são mais de 30 profissionais envolvidos. No ingresso, duas linhas dizem que foi visto por mais de 150 mil pessoas.
Já pelo título percebe-se a famosa tensão entre o bem e o mal, do ar condicionado do céu e da quentura do inferno. Mas mais do que isso, é bom depreender da encenação a manha e a safadeza inerentes àquele estado, tão exploradas em livros, músicas, pinturas, esculturas.
Pode ser um olhar viciado da minha parte, admito, mas homens e mulheres têm um gestual diferente expresso em rebolados, em uma mão boba e, claro, na moleza da fala. Que eles não façam nunca as sessões de fonoaudiologia dos atores globais para falar carioquês. Até o Jackyson Costa que viveu um padre em uma novela da emissora, e interpreta o Deus na peça, é bem baianidade. Registre-se a bela forma dele, viu. Quase um Davi, de Michelangelo. No mais, uma realização para dar umas risadas e relaxar o juízo.


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