Com quem estou falando

Prezado Roberto DaMatta,
Infelizmente não pude comparecer a sua palestra em Recife por vários fatores. Teria que cruzar a cidade vencendo um trânsito absurdo, depois porque o percurso do local do evento de volta para casa está cheio de péssimas surpresas e, principalmente, por não ter certeza alguma sobre os horários da sua fala. Há um bom tempo deixei de acreditar em programações de eventos. Existe sempre um som a ajustar, um equipamento sendo regulado e alguém que vai chegar devido justamente ao trânsito. Daí a paciência se vai.
Como disse a minha própria irmã, até porque algumas vezes eu mesma falei para ela, “surgirão outras oportunidades”. Igualmente, ficamos as duas irritadas por não realizarmos algo dessa natureza como planejamos. Tenho certeza que seria de inestimável valor ouvi-lo hoje, nesta ocasião, para agora.
Outro dia presenciei o Canclini conversando sobre os escritos dele na Fundaj. Em uma noite assim como esta, normal, no meio da semana, fui ouvi-lo e saí tendo visto boa parte da palestra, mas não o final. As conclusões dele, meu caro, tiveram que ser confundidas com as minhas, tadinhas. Mas naquela hora eu não conseguia pensar direito porque a imaginação só tinha espaço para o medo e a certeza de voltar para casa. Mas fui, pois a dose do meu assombro não me paralisa. Ainda.
Continuarei lendo sobre este brasileiro que a sua antropologia gosta de mostrar, achando divertidas as ilustrações sociais do sujeito na casa e na rua. Sentirei certo incômodo quando a televisão o convidar exaustivamente para, em curto espaço de tempo, esvaziar o sentido do cidadão nacional relacionado ao carnaval e desse mesmo personagem olhar alguém e perguntar “você sabe com quem está falando?”.
Assim como a apresentação de um dos seus livros, nas suas próprias palavras, “vá desculpando qualquer coisa” e até outra oportunidade.
"O Brasil é o país onde você não consegue fazer o que quer." DaMatta
Infelizmente não pude comparecer a sua palestra em Recife por vários fatores. Teria que cruzar a cidade vencendo um trânsito absurdo, depois porque o percurso do local do evento de volta para casa está cheio de péssimas surpresas e, principalmente, por não ter certeza alguma sobre os horários da sua fala. Há um bom tempo deixei de acreditar em programações de eventos. Existe sempre um som a ajustar, um equipamento sendo regulado e alguém que vai chegar devido justamente ao trânsito. Daí a paciência se vai.
Como disse a minha própria irmã, até porque algumas vezes eu mesma falei para ela, “surgirão outras oportunidades”. Igualmente, ficamos as duas irritadas por não realizarmos algo dessa natureza como planejamos. Tenho certeza que seria de inestimável valor ouvi-lo hoje, nesta ocasião, para agora.
Outro dia presenciei o Canclini conversando sobre os escritos dele na Fundaj. Em uma noite assim como esta, normal, no meio da semana, fui ouvi-lo e saí tendo visto boa parte da palestra, mas não o final. As conclusões dele, meu caro, tiveram que ser confundidas com as minhas, tadinhas. Mas naquela hora eu não conseguia pensar direito porque a imaginação só tinha espaço para o medo e a certeza de voltar para casa. Mas fui, pois a dose do meu assombro não me paralisa. Ainda.
Continuarei lendo sobre este brasileiro que a sua antropologia gosta de mostrar, achando divertidas as ilustrações sociais do sujeito na casa e na rua. Sentirei certo incômodo quando a televisão o convidar exaustivamente para, em curto espaço de tempo, esvaziar o sentido do cidadão nacional relacionado ao carnaval e desse mesmo personagem olhar alguém e perguntar “você sabe com quem está falando?”.
Assim como a apresentação de um dos seus livros, nas suas próprias palavras, “vá desculpando qualquer coisa” e até outra oportunidade.
"O Brasil é o país onde você não consegue fazer o que quer." DaMatta


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