terça-feira, novembro 28, 2006

Meu projeto paralelo

Copiei a imagem do site porque a globo.com não deixa copiar e colar o texto. Já se colocar o link aqui tem que ter senha para acessar. Enfim... O registro está feito. Os links não funcionam, mas valem as informações todas. A matéria fala da trilha sonora do filme "O céu de Suely", que já tem esse nome trash só tirando uma onda.
Algumas pessoas sabem do meu projeto paralelo de cantar músicas de Diana e, nessas horas, só fica mais forte. "Oh, meu amadooo, por que brigamooos?"





domingo, novembro 26, 2006

Coisa melhor para fazer


Resultados de algumas horas de faxina:

1 quarto bem bonitinho
6 pares de calçados para doação
1 sandália show redescoberta
Várias blusinhas para doação
1 roupa de frevo linda, cheia de brilho, sem lugar para guardar (tenho pena de dobrá-la)
Muita poeira no nariz
1 livro devendo fichamento
3 livros devendo leitura
1 pilha de jornal velho para o lixo
1 bolsa para o lixo
1 casaco para o Festival de Inverno de Garanhuns

Coisas de Marta:
63 capas de CDs originais
13 capas de CDs genéricos com centenas de MP3
20 fitas cassete (!) com aulas gravadas – direito civil, penal, administrativo, constitucional...
Diversas edições da Constituição Federal
Incontáveis cópias xerográficas de livros para concursos
Títulos clássicos de autores famosos – Machado de Assis, Kafka, Dostoievski, Shakespeare, Marx, Niestzsche, Weber.
2 fardas da BFC Factoring
1 casaco para o Festival de Inverno de Garanhuns

Sem quantitativo: manifestação plena do transtorno obsessivo compulsivo. Todos os cabides estão agrupados pelas cores das roupas. Yeah! Vestidos, saias, calças. Blusas vermelhas, pretas, brancas, azuis, rosas, amarelas, verdes.

domingo, novembro 19, 2006

A Compadecida

Compadecida: aquela que se compadece, sente compaixão. É uma figura razoavelmente conhecida no imaginário popular pernambucano graças à pena literária de Ariano Suassuna no seu Auto da Compadecida.

Mas a personagem que dá nome à peça, se transformou em pessoa para mim. Em uma pessoa linda, por sinal. Socorro Raposo. Atriz desde os idos de 1956, Compadecida há 15 anos e formada em odontologia, relações públicas e artes cênicas.

Nasceu em São João do Tigre quando ainda era lugarejo distrito de Monteiro, Paraíba. De onde partiu para Pesqueira, ainda menina, junto com a família. De lá, mudaram-se novamente e chegaram ao Recife.

Já era funcionária pública concursada, quando surgiu a oportunidade de morar em Belo Horizonte e foi embora. Tempo em que levou a irmã, também odontóloga, para dividir um consultório na capital mineira.

Mas ainda faltava alguma coisa para a vida de Socorro ficar completa. Foi quando, na condição de portadora de diploma, ingressou no curso de artes cênicas em Belo Horizonte. Ao concluir, fundou o grupo Arte Livre ou Teatro Livre (perdão pela memória titubeante).

Devido a problemas com a saúde da mãe, voltou a viver no Recife. O que fazer com a arte? O coração cênico começava a sentir falta das atividades artísticas e ela fez parte do grupo que fundou a Dramart Produções. Ela, a Compadecida do auto e a irmã, Margarida Meira, a mulher do padeiro na peça, em cartaz há 14 anos.

Já recebi o convite e prestigiarei muito lisonjeada, obviamente, a comemoração de 15 anos da encenação que acontecerá no início de 2007.

Todas essas informações foram conversadas nos jardins do Espaço Cultural Inácia Raposo Meira, localizado na rua da Glória, na Boa Vista, em uma das manhãs quentes de sábado no Recife. Espaço que abriga aulas de teatro adulto e infantil e de dança de salão, mantido pela força de Socorro. Naquele instante mesmo em que conversávamos, o Chicó orientava estudantes ensaiando espetáculo para estréia no próximo mês.

Socorro nos conta que um grupo do Rio de Janeiro entrou em contato reservando pauta para temporada naquele lugar com espaço para 100 pessoas.

A certa altura eu já imaginava uma Compadecida mesmo na bela imagem do rosto feliz, realizado, ornado de olhos azuis e cabelos claros da mulher que nem precisava estar vestida de sol para me encantar.

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Em 2004, Socorro Raposo recebeu o título de cidadã pernambucana concedido pela Assembléia Legislativa de Pernambuco.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Diz que fui por aí


Foto: Beto Barata/AE, publicada no Estadão, feita de um píer a dois quilômetros de distância.

O presidente Lula e eu resolvemos passar o feriadão descansando em Salvador. Vi no jornal da TV local que ele trouxe uma comitiva de umas 15 pessoas e é hóspede da marinha. Eu vim com a minha própria irmã e estou hospedada na casa da família do namorado dela. Ah, e tudo isso foi possível porque ela me deu as passagens de presente de aniversário. Lula, por sua vez, foi favorecido pela contribuição de todos os brasileiros.

Ele descansa por causa do período eleitoral e eu penso nas minhas obrigações, mas ao mesmo tempo faço um passeio porque ninguém é de ferro e 2006 dispensa comentários de tanta coisa complicada que trouxe.

No momento, a máxima exigência de mim para comigo mesma é simplesmente "olhar a cara da pessoa comum e da pessoa rara". O que faço subindo e descendo ladeiras e vendo tudo que puder. Tadinho dele que nem pode sair anônimo por aí.