segunda-feira, fevereiro 25, 2008

O mundo é bão, Sebastião


Abriu Veremundo, A arte do sabor regional na praça de alimentação do shopping Boa Vista. Não, não foi na praça que a pessoa sai com cheiro de comida impregnado no cabelo e na roupa. É a outra, no primeiro andar. Ponto para a localização.

O posicionamento do lugar atende totalmente à minha demanda, um nicho de mercado representado por mim mesma. Minha nossa, como a pessoa vai manter o peso? A casa oferece serviço semelhante a outros da cidade onde você escolhe uma proteína e três acompanhamentos. Nada de outro mundo. Melhor do que isso só se fosse self service, como era o Puxinanã, quando abriu. Semelhante ao Parraxaxá, com o diferencial de ser perto de casa. Outro ponto para a localização do Veremundo.

No cardápio, além das opções mais comuns, desfilam nomes ótimos como baião de dois, arroz de leite, macaxeira frita ou cozida, várias farofas e a poderosa farofinha de carne, ou paçoca. Tudo que faz uma porção muito bem servida e saborosa que eu dei conta em mais ou menos 25 minutos. Aquilo de sempre: fiquei satisfeita ali por volta dos 70% do prato, mas o TOC me manda não deixar nada. E eu atendo. Depois faço umas caminhadas legais para compensar.

Na mesa ao lado, o moço deixou muita coisa no prato, mesmo tendo sido ajudado pela mocinha dele, que experimentou da comida usando o mesmo talher (Eca. Tenho TOC disso também).

Enfim, essa inauguração foi um acontecimento da melhor qualidade. E que assim seja. Vai para o Veremundo o Oscar do domingo, porque comer também é a maior diversão.

domingo, fevereiro 17, 2008

Tríduo Momesco


Ela ainda era muidinha. No dia que nasceu eu passava férias na casa dela, em Recife. Troquei fraldas, ajudei a mãe. Tempos depois, já morava com a família quando recebi a missão de levar e trazer da escola. Quase diariamente acontecia uma discussão para atravessar a rua. O gênio dela não gostava de me dar a mão nessa hora crítica. Nem sei onde ou com quem aprendeu a dizer “me laarrga”, mas repetia sempre. No que recebia a resposta “não largo porque se acontecer alguma coisa, o que vou dizer para a sua mãe?”. Só nesses termos, ela aceitava a prisão temporária. Hoje é praticamente adulta. Sabe exatamente o que quer e diz claramente. Difícil. Até para os pais que não têm o argumento de perguntar como vão prestar conta dela, como eu fazia.

Está lindona na rua. Exposta a tudo que -eu espero- sabe se defender.

A outra nasceu alguns anos depois da primeira, quando eu também morava na casa dela. (Já morei em várias casas alheias. Deve ser por isso que gosto pouco de visitar e ser visitada.) Acompanhamos o desenvolvimento desde o quinto mês de gravidez, quando nos foi dada a notícia. Participar da angústia da mãe foi complicado, entendê-la, nem tanto. Sofreu. Um sofrimento que deveria ter sido amenizado pelo nascimento da cria, mas ainda durou um tempo. A primeira coisa que a bebê fez ao chegar da maternidade em casa foi abrir um bocão em um bocejo lindo.

É grandona e tem uma boca idem hoje. Comprou cerveja e tomou. Os 15 anos de idade não estão à mostra e o dono do estabelecimento nem percebeu. Na festa, beijou todos os meninos que pôde. Igualzinha a mãe, que já foi boa nisso.

Para variar, fui moradora da casa da terceira também, inclusive quando nasceu. Já chegou ao local do evento com o namoradinho. E pode? Nem deveria estar ali, que a idade ainda não permite. Mas maquiagem está no mundo para isso. E ela sabe muito bem usar as tintas para carregar nessas horas.

Deixei as três à vontade e encontrei vários conhecidos. Ainda no começo, mandam mensagem para o meu celular: “vamos ficar juntas?”. E é? Então tá. Eu estava, por mim mesma, desobrigada de vigiar qualquer uma. Tivemos boa diversão, sem estresse. Sabem tudo que precisam, ouvem horas e horas de recomendações.

Para mim, foi muito mais fácil do que aguentar cada uma das mães no pós-parto. Paridas e insuportáveis, com a carga de hormônios que o momento traz.
Vive la fête!